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Quarta-feira, Dezembro 09, 2009
A (i)moralidade da violência política
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Segunda-feira, Novembro 23, 2009
Humor negro da melhor qualidade

Domingo, Novembro 22, 2009
Os anéis da Terra
Sábado, Novembro 14, 2009
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Segunda-feira, Novembro 02, 2009
Pedofilia legitimada no Oriente Médio
Luta de menina iemenita de 10 anos para se divorciar vira livro
KATY SEEME
da Efe, em Beirute
A jornalista e escritora franco-iraniana Delphine Minoui conta a história de Nojoud Ali, uma menina iemenita de 10 anos que foi a um tribunal e obteve o divórcio do marido, mais de 20 anos mais velho que ela, com a ajuda e determinação do juiz.
Em entrevista à agência Efe, a autora explica que "Nojoud, 10 anos, divorciada" é a prova de que, apesar da permanência destas práticas, que atentam contra os direitos mais elementares da infância e das mulheres, "há esperança" para as meninas que são obrigadas a se casar. "Apesar de seu caso ser trágico, assim como, infelizmente, da metade das meninas do Iêmen, a coragem da pequena" foi o que incentivou Minoui a escrever o livro, conta.
A menina "quebrou um tabu e foi se refugiar em um tribunal para pedir o divórcio, depois que a casaram com um homem 30 anos mais velho, que abusava sexualmente dela". "Teve a sorte de encontrar um juiz que aceitou ouvi-la, que se comoveu com sua história e prometeu ajudá-la, advertindo, no entanto, que a vitória não era certa", conta a escritora, cujo pai é iraniano e que vive no Líbano.
Cumprindo o prometido, "o juiz se mobilizou, contratou uma advogada especialista em direitos das mulheres, que divulgou o caso à imprensa e pressionou para que Nojoud recebesse o divórcio". "Segundo estatísticas que encontrei na Universidade de Sana [capital do Iêmen], mais da metade das meninas no Iêmen se casa antes dos 18 anos e é comum ver menores de 11, 12 ou 13 anos carregando os filhos nos braços", narra.
Segundo ela, "isso faz parte da normalidade, não só no Iêmen, mas também em países como Afeganistão, Egito e outros da região", onde muitas vezes se impõe a lei do silêncio e transforma o tema em tabu. No entanto, afirma que "o fabuloso por trás da tragédia de Nojoud é que há esperança, porque ela ousou fazer o que nunca ninguém tinha feito antes", como conta o livro, já traduzido para mais de 20 idiomas.
Para a jornalista, as dificuldades da vida das mulheres nesta região do mundo são devido a vários fatores, "entre eles, o religioso, já que, em muitos países, as leis são inspiradas na lei islâmica, ou sharia".
"Mas é um clichê atribuir a situação da mulher apenas à religião, já que existe também o fator tribal, onde prevalece a questão da honra, principalmente nas aldeias, onde e mal visto que uma menina cresça sem se casar", explica. "Temem que brinque com outras crianças, que seja sequestrada por um homem, que tenha relações --não necessariamente sexuais-- antes do casamento, por que estas coisas sujariam a honra da família, da tribo e do bairro", afirma a jornalista.
Outro fator para explicar os casamentos com meninas menores de idade é a pobreza. "Tomemos o caso de Nojoud. Seu pai está desempregado, casou-se duas vezes e tem 16 filhos. Para ele, casá-la é livrar-se de uma carga, é uma boca a menos para alimentar", diz.
A educação também tem papel crucial e Minoui ressalta que o fenômeno acontece no Afeganistão ou no Egito, mas não no Irã --por exemplo--, onde a mulher tem acesso à educação. "Mais de 90% das mulheres são escolarizadas e, com isso, já conseguiram a primeira etapa para sua liberdade e emancipação", opina.
Assim, "inclusive jovens de meios tradicionais, que vão ao colégio e à universidade, aprendem a refletir e a reivindicar seus direitos". "Sem educação e sem consciência de seus direitos, quando um pai diz à filha que esta se casará amanhã, ela não sabe que tem direito de dizer não. A mulher é submetida e vê que a mãe e as irmãs maiores tiveram o mesmo destino", conta.
Mas há pessoas que lutam ativamente contra esta prática, mas, às vezes, a um preço muito alto. "As mulheres que trabalham nas ONG são ameaçadas de morte, são emitidas fatwas [éditos religiosos] contra elas, acusam-nas de serem manipuladas pelo Ocidente e muitas acabam por abandonar", conta.
Além disso, a jornalista fala que, muitas vezes, "as autoridades não fazem fada para que as meninas tenham acesso à educação ou aos serviços de saúde. A maioria delas dá à luz em casa e o planejamento familiar é nulo". No entanto, "o caso de Nojoud, que apareceu na imprensa local e nas televisões, contribuiu para que as coisas comecem a mudar, mas de modo muito lento".
Depois de Nojoud, outras menores de entre 10 e 11 anos no Iêmen obtiveram o divórcio. "Isso é encorajador. Na Arábia Saudita, uma menina era casada com um homem 50 anos mais velho, mas a mãe soube do caso de Nojoud e pediu o divórcio para a filha, e conseguiu", afirma Minoui.
Quarta-feira, Outubro 28, 2009
Uma continuação para "Drácula"
Herdeiro de Bram Stoker ressuscita o maior vampiro da literatura
da Folha Online
Presente em diversas culturas, o mito da criatura que foge do sol e se alimenta de sangue mantém-se presente até os dias atuais. Não há um consenso quanto à lenda que originou a ideia do vampiro tal qual a conhecemos, mas o texto de Bram Stoker ajudou a popularizar suas histórias.
| Divulgação |
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| Herdeiro do escritor Bram Stoker fará continuação de "Drácula" |
Apesar de não ter sido a primeira aparição literária destes seres,"Drácula" --escrito originalmente em 1897-- foi a de maior relevância e atravessou os séculos. Em forma de diários, Stoker relata a história de um homem que parte em uma viagem de negócios para a Transilvânia. Hospedado no castelo de seu cliente, Jonathan Harker estranha o medo intenso dos moradores e a rotina do local.
Assustado, volta para a Inglaterra e para sua noiva Mina Murray. Em casa, algo estranho ocorre com a melhor amiga de Mina e os pretendentes da jovem chamam o doutor Van Helsin para averiguar. O velho percebe que o cliente estrageiro de Harker está envolvido nos estranhos incidentes e que ele pode ser um vampiro.
Envolto em uma aura de mistério e sedução, a obra levou os leitores a questionarem se este homem realmente existiu. Historiadores deduzem que Stoker baseou-se no príncipe Vlad Tepes, que viveu em 1491 e era o governante da atual região da Romênia. Sua fama era de extrema crueldade contra seus inimigos. Empalava aqueles que derrotava.
Mito ou realidade, o tirano --e a obra irlandesa-- tornou-se fonte de inspiração para outras produções (no cinema, na literatura, na televisão e nos quadrinhos) que apresentam o nobre sugador de sangue como vilão ou herói.
Adaptado inúmeras vezes para o cinema, "Drácula" acabou conhecido como a origem dos seres das trevas ou ao menos o mais importante deles.
Editado e reeditado repetidas vezes, o clássico do terror ganha agora uma continuação. Dacre Stoker, sobrinho-bisneto do autor, e o especialista em vampiros Ian Holt acabam de publicar"Dracula: The Un-Dead" , pela editora Dutton Adult, na Grã-Bretanha, Estados Unidos, França e Canadá. No Brasil, a Ediouro planeja lançá-lo em fevereiro de 2010. Seus direitos já foram vendidos para o cinema.
Na nova trama, o conde retorna sedento por vingança e se une à condessa Bathory --outra das possíveis fontes de inspiração para o original-- para eliminar os sobreviventes do primeiro livro e enfrentar o agora crescido filho de Mina e Jonathan. Elogiado por manter o clima sombrio e imprimir uma narrativa moderna, "Drácula" mostra-se mais vivo do que nunca. E o melhor, com sangue novo em suas páginas.
Sábado, Outubro 24, 2009
Distrito 9...
Sexta-feira, Outubro 16, 2009
O fim de uma farsa?

Tirado daqui.
Shroud of Turin replicated by Italian scientist using ancient techniques may prove the relic a fake
Tuesday, October 6th 2009, 9:15 AM
ROME - An Italian scientist says he has reproduced the Shroud of Turin, a feat that he says proves definitively that the linen some Christians revere as Jesus Christ's burial cloth is a medieval fake.
The shroud, measuring 14 feet, 4 inches by 3 feet, 7 inches bears the image, eerily reversed like a photographic negative, of a crucified man some believers say is Christ.
"We have shown that is possible to reproduce something which has the same characteristics as the Shroud," Luigi Garlaschelli, who is due to illustrate the results at a conference on the paranormal this weekend in northern Italy, said on Monday.
A professor of organic chemistry at the University of Pavia, Garlaschelli made available to Reuters the paper he will deliver and the accompanying comparative photographs.
The Shroud of Turin shows the back and front of a bearded man with long hair, his arms crossed on his chest, while the entire cloth is marked by what appears to be rivulets of blood from wounds in the wrists, feet and side.
Carbon dating tests by laboratories in Oxford, England; Zurich, Switzerland, and Tucson, Ariz., in 1988 caused a sensation by dating it from between 1260 and 1390. Skeptics said it was a hoax, possibly made to attract the profitable medieval pilgrimage business.
But scientists have thus far been at a loss to explain how the image was left on the cloth.
Garlaschelli reproduced the full-sized shroud using materials and techniques that were available in the Middle Ages.
They placed a linen sheet flat over a volunteer and then rubbed it with a pigment containing traces of acid. A mask was used for the face.
The pigment was then artificially aged by heating the cloth in an oven and washing it, a process which removed it from the surface but left a fuzzy, half-tone image similar to that on the Shroud. He believes the pigment on the original Shroud faded naturally over the centuries.
They then added blood stains, burn holes, scorches and water stains to achieve the final effect.
The Catholic Church does not claim the Shroud is authentic nor that it is a matter of faith, but says it should be a powerful reminder of Christ's passion.
One of Christianity's most disputed relics, it is locked away at Turin Cathedral in Italy and rarely exhibited. It was last on display in 2000 and is due to be shown again next year.
Garlaschelli expects people to contest his findings.
"If they don't want to believe carbon dating done by some of the world's best laboratories they certainly won't believe me," he said.
The accuracy of the 1988 tests was challenged by some hard-core believers who said restorations of the Shroud in past centuries had contaminated the results.
The history of the Shroud is long and controversial.
After surfacing in the Middle East and France, it was brought by Italy's former royal family, the Savoys, to their seat in Turin in 1578. In 1983 ex-King Umberto II bequeathed it to the late Pope John Paul.
The Shroud narrowly escaped destruction in 1997 when a fire ravaged the Guarini Chapel of the Turin cathedral where it is held. The cloth was saved by a fireman who risked his life.
Garlaschelli received funding for his work by an Italian association of atheists and agnostics but said it had no effect on his results.
"Money has no odor," he said. "This was done scientifically. If the Church wants to fund me in the future, here I am."
Segunda-feira, Outubro 05, 2009
Os tempos estão mudando



